Economia

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A principal fonte de recursos do Panamá está associada às operações realizadas no Canal do Panamá, cujo controle total passou ao Panamá em 1999. O Produto Interno Bruto é de 5,25 bilhões de dólares (1991), equivalentes a 2256 dólares per capita.
A fortemente
dolarizada economia do Panamá apóia-se num bem desenvolvido setor de serviços, que responde por 3/4 do Produto Interno Bruto. Os serviços estão associados à operação do Canal do Panamá, cujo controle total passou ao país em 1999, e também ao setor bancário e à zona de livre comércio de Colón, além do aluguel da bandeira panamenha para registro de navios.
Os principais cultivos são a
banana, a cana-de-açúcar, o arroz, o milho e o café. A pesca é uma das atividades mais importantes do país. O principal produto mineral é o sal. Os produtos industriais abastecem somente o mercado local. A moeda é a Balboa.
Agricultura, pecuária e pesca
As grandes empresas
agrícolas convivem com as pequenas propriedades e lavouras de subsistência. A maior parte da produção agrícola destina-se à exportação e é obtida em fazendas mecanizadas, mas persistem os núcleos de subsistência, que utilizam técnicas tradicionais. Nas planícies plantam-se arroz, cana-de-açúcar e frutas tropicais; nas terras temperadas são produzidos tomates, batatas e cebolas. O milho é cultivado em quase todas as zonas agrícolas do país. Exportam-se café, açúcar e bananas.
Indústria e energia
Apesar do considerável desenvolvimento registrado nas últimas décadas, o setor industrial panamenho é relativamente fraco. Destacam-se a produção de plásticos, as indústrias têxteis, as de confecção de artigos de couro e, sobretudo, as alimentícias: carne, cereais, açúcar e laticínios. Os principais centros industriais são a capital do país e zona franca de Colón, criada em 1953, onde reúnem montandoras de produtos procedentes dos Estados Unidos, Japão e Europa ocidental, que são posteriormente exportados para os países das Américas Central e do Sul.
Finanças, comércio e turismo
Devido às facilidades outorgadas pelo governo e à posição geográfica, o Panamá é um grande centro financeiro internacional, onde estão presentes praticamente todos os grandes bancos americanos e europeus. O comércio exterior é próprio de um país em desenvolvimento, ainda que afetado pela peculiar importância que o istmo adquiriu depois da construção do canal. São exportados produtos agrícolas, carne a alguns têxteis, principalmente para os Estados Unidos, Extremo Oriente e Europa, que são reexportados a outros países latino-americanos.
Transportes e turismo
A rodovia Panamericana atravessa o país desde a Costa Rica até a Colômbia. Entretanto, a parte oriental, no Darién, ainda não estava terminada em fins do século XX, como tampouco o trecho colombiano perto da fronteira panamenha. Outra via terrestre é a rodovia Boyd-Roosevelt, entre a capital e Colón. Em 1855 foi construída a ferrovia interoceânica, que cruza o istmo, da Cidade do Panamá até Colón. Outras ferrovias, destinadas ao transporte de produtos agrícolas, realizam curtos percursos nas províncias ocidentais de Chiriquí e Bocas del Toro.

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Principais Setores na Composição do Produto Interno Bruto

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- Agricultura: 8,3%
- Indústria: 14,7%
- Serviços: 77,1%

O Canal do Panamá, a Zona Livre de Colón e o Centro Bancário Internacional (CBI) têm contribuído decisivamente para o fortalecimento do setor de serviços na economia panamenha, o qual é responsável por considerável parcela do PIB.

Exportação
US$ 5.283,8 milhões (2002)

Pauta de exportação: pescados (38,9%), frutas (19,5%), combustíveis (6%)
Destino: Estados Unidos (47,8), Suécia (5,9%), Costa Rica (4,8%), Honduras (4,4%), Bélgica-Luxemburgo (4,3%).

Importação
US$ 6.460,2 milhões (2002)

Pauta de importação: combustíveis (17,1%), veículos automotores (9,5%), máquinas e equipamentos mecânicos (9%),máquinas e materiais elétricos (8,9%)
Origem: Estados Unidos (34,3%), Colômbia (5,9%), Japão (5,4%), Costa Rica (4,2%), Venezuela (4,2%)
Principais parceiros comerciais: EUA, Japão, Equador, Alemanha, Suécia, Costa Rica, Venezuela.

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Política Externa

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O Panamá tem orientado sua ação externa no sentido da atração de investimentos e de maior acesso a mercados. Em seu programa de Governo (Una política exterior al servício del proyecto nacional), Torrijos anunciou que a política exterior deve ser executada em consonância com a estratégia de desenvolvimento nacional. As principais linhas de ação externa do Governo Torrijos foram assim descritas:
promoção de uma política exterior orientada para o fortalecimento da vigência do direito internacional, dos direitos humanos, da paz, da equidade, da cooperação internacional e da neutralidade. Manutenção das relações com todas as nações do mundo, com vocação pluralista, solidária e de entendimento;
exame dos diferentes mecanismos de integração e cooperação econômica e comercial, tanto regionais como sub-regionais, e – em consulta com todos os setores da Nação – serão tomadas as decisões melhores para o país; transformação do serviço exterior num instrumento de desenvolvimento econômico nacional. As missões diplomáticas, consulares e comerciais deverão servir de plataforma logística para a expansão do Canal, promoção de exportações, atração de investimentos e vendas dos serviços internacionais do Panamá; e
transformação do serviço exterior em um serviço profissional de carreira para evitar a "politicagem" nas relações internacionais e para que venha a ser um instrumento do desenvolvimento humano e sustentável.
Além da grande expressão atribuída ao relacionamento com os EUA, o Panamá mantém convívio intenso com seus vizinhos diretos, Costa Rica e Colômbia, bem como com o México. Com os países europeus ocidentais (sobretudo Espanha, França e Reino Unido) e asiáticos (China, Japão e Taiwan), o relacionamento tem cunho econômico-comercial, vinculado ao uso do Canal (a China e o Japão são o segundo e terceiro maiores usuários) e a empreendimentos no país.

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Fotos